domingo, 16 de novembro de 2008

Live Mocha.

Aprender línguas é algo cada vez mais necessário, tanto para comunicação quanto para questões mais pragmáticas como trabalho e estudo. Para mim, aprender novos idiomas é, antes de tudo, algo muito divertido. A possibilidade de interação sem fronteiras com pessoas de culturas muito diferentes me fascina!
Há algumas semanas recebi de uma amiga, a Jemima, um convite para fazer parte de uma comunidade de aprendizagem de novos idiomas. À princípio não sabia bem como funcionava, mas resolvi fazer o cadastro para saber do que se tratava e qual foi minha surpresa ao encontrar ali todas as ferramentas necessárias para alguém, com um pouco de boa vontade e disciplina, aprender mais de 1o idiomas. Essa comunidade se chama Live Mocha. Isso mesmo, mocha! Aquele café com chocolate espumoso, típicamente europeu, que dentro do nosso contexto pode ser entendido como um ponto de encontro, um daqueles cafés, onde as pessoas poderão se sentir à vontade para se sentar e papear. Ao contrário do que se pode imaginar com essa 'definição', o Live Mocha não é apenas uma comunidade de relacionamentos como o Orkut ou o Facebook; isso porque seu principal objetivo é ser o ponto de encontro de milhares - senão milhões - de pessoas interessadas em dividir sua língua e cultura com pessoas de outras nacionalidades.
Ao efetuar o cadastro o usuário preenche uma espécie de tabelinha contendo as línguas que gostaria de aprender e a língua nativa, além de possíveis outras línguas que ele já domina e seus respectivos níveis de compreensão. A partir de então o usuário está apto a interagir, via mensagens instantâneas disponibilizadas pelo próprio site, com outras pessoas, quer seja para ensinar seu idioma, quer seja para aprender e/ou treinar o outro. Há pessoas cadastradas de todas as partes do mundo, dispostas a ensinar e aprender; além disso, o site oferece, gratuitamente, cursos de 11 idiomas: Inglês, Francês, Espanhol, Alemão, Hindi, Português, Islandês, Italiano, Japonês, Mandarim e Russo, em todos os níveis e com exercícios de escrita, compreensão oral e pronúncia, que podem ser corrigidos por falantes nativos da língua em questão. Live Mocha é uma das raras oportunidades, sem picaretagens, sem fins lucrativos, sem burocracia, para disseminação do ensino e cultura pela internet!

Poet(is)a menor.

É assim que Manuel Bandeira se via: como um poeta menor. Suas poesias, assim como toda sua obra, versam sobre acontecimentos marcantes de sua vida - basta ler seu Pneumotórax para observar que se trata de quando recebeu a notícia da tuberculose que o acompanharia até a morte. Bandeira dizia que era assim que sabia fazer poesia, poesia dele mesmo, de sua infância, poesia do cotiano. Por não fazer poesia que tratasse dos problemas sociais, e sim de seu universo interior, de suas lembranças, obteve o título, dado por ele mesmo, de poeta-menor.

Sem a menor pretensão de me comparar com o mestre Bandeira, é assim que escrevo - quando escrevo. Pois, só acontece em momentos de extremadas sensações que me impulsionam a procurar na técnica e nas palavras a expressão que definiria um sentimento de partida.
Alguém que só é capaz de escrever quando se volta para si e, portanto, sempre compõe uma espécie de poesia modernista com uma pitada neo-ultraromantica, talvez surrealista, onírica decerto.

Há quem defenda que tudo, após o modernismo é poesia. Tudo pode ser escrito. Talvez! Deve-se preservar, de alguma maneira a técnica, a sonoridade. Poesia sem musicalidade é prosa.
Desse modo não sei se poderia ser chamado de poesia. De fato é tudo muito pobre, a começar pelas rimas. Isso se dá desde os sonetos, até as formas mais livres e concretas, porém tomo o cuidado (talvez o único) de conseguir alguma musicalidade conivente ao que quero expressar. Ora um tic tac de um relógio, ora o estilhaçar de folhas secas ou até mesmo o barulho da chuva na janela... aliterações e assonâncias quase imperceptíveis.





Outono
Sóbrias folhas, que não colhes
secas caem no chão. Amassa, estilhaça, corrói e destrói.
Palhaça.
Caco.
Florece um traço, aquece, estremece, emudece...
Enlouquece.

sábado, 15 de novembro de 2008

Ensaio

Este é um blog, como muitos outros, mas que ao contrário do que se imagina, não está à disputa por um ensolarado lugar no mundo virtual. Quase tudo o que aqui contiver é de minha autoria - exceto, obviamente, as postagens com os devidos créditos - e foi publicado pura e simplesmente para alívio da alma.
 

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