domingo, 7 de dezembro de 2008



Poema a quatro mãos


Recomeço

Já não é mais o mesmo

Descortinaram o segredo

Não restou sequer medo,

Apenas o teu cheiro

No meu travesseiro

de penas de ganso.

Reconheço

Teu corpo desnudo

Que ainda me faz muda

E, contudo não o tenho mais

Só tenho o suspiro

O grito sentido

Dentro de meu interior

Refaço

Os pedidos,

Os gritos,

Os sentidos...

De repente me detenho!

Contenho os sonhos,

Os seios, o sexo

O que havia de ti em mim,

pois não há escolha

É o fim!

Se ainda o tivesse junto a mim

que alegria seria

ver seu corpo me sorrir.

E tudo continuaria igual

Se não tivesse extinguido seu apetite sexual

Na ocasião daquela apendicite infernal.


Fabiana Ribeiro

Catherine Earnshaw

30/10/08

 

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